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Os países vinícolas com produção significativa de vinho fino no Sul do Continente Americano são; ARGENTINA, CHILE, BRASIL, e URUGUAI.
Todos os quatros países, assim como os da América do Norte, foram colonizados por europeus. Durante a colonização e ocupação territorial das Américas, o colonizador trouxe consigo além da sua cultura e hábitos alimentares, também as videiras da sua terra natal, para com elas iniciar o plantio dos primeiros vinhedos em terras americanas.
Há entre todos os países do Novo Continente uma história e uma identidade comum, tanto na sua formação cultural como também na formação dos seus vinhedos. Começando pela Califórnia nos Estados Unidos passando pela a Argentina, o Chile, o Uruguai e o Brasil, a introdução da VITIS VINÍFERA em território americano se deve aos missionários católicos, que tinham por objetivo cultivar sua vinhas para a produção de vinho para o uso sacramental como para consumo próprio.
Entretanto, apesar das videiras terem as mesmas origens, possuírem a mesma procedência, terem sido plantadas mais ou menos na mesma época e com os mesmos métodos de cultivo, tal similaridade termina ai, pois, as regiões guardam entre si enormes diferenças de solos e principalmente de clima, que veio a resultar em vinhos total e absolutamente diferentes.
O Chile, país costeiro, espremido entre o frio e úmido Oceano Pacífico e as Cordilheiras dos Andes, tem uma fantástica e variada produção de vinho fino que o coloca entre os dez principais produtores do mundo com uma produção anual das mais variadas cepas. São 1.300 km, desde o deserto do ATACAMA, no norte, até o Vale de Malleco, no sul, passando pelo Vale Central, que é a sua maior região produtora.
A Argentina, vizinha fronteiriça com o Chile, apesar de estarem mais ou menos na mesma latitude e dividir as encostas da mesma Cordilheira, tem, quanto à sua maior região produtora, Mendonza, um terroir diferente e mesoclima menos diversificado. Entretanto, assim como o Chile, a Argentina faz parte da elite mundial dos produtores de vinho fino e de qualidade.
Quanto ao Brasil e Uruguai, ambos tentam desenvolver seus vinhedos e vinícolas, na tentativa de acompanhar o desenvolvimento da indústria vinícola de seus dois vizinhos de fronteira
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