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A vinha foi introduzida na FRANÇA pelos gregos de Focea em 600 anos a.C. e teve seu plantio e técnicas de vinificação disseminadas em todo o território francês pelos romanos até o séc. V da nossa era. Após o declínio do Império Romano, coube a igreja, por intermédio dos monges das ordens Beneditinas e Cisterciense, passarem, eles próprios, a cultivar as vinhas e a expandir os vinhedos em suas terras. Graças à dedicação e o empenho dos monges vinhateiros, vinhedos foram plantados em praticamente cada paróquia da França.
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Nesta época a igreja católica possuía grandes extensões de terras na Borgonha, no Vale de Loire e em Champagne. Não por acaso, foram nestas regiões que mais se desenvolveu o cultivo das vinhas e de suas múltiplas variedades, o que resultou ao longo do tempo, em verdadeiros paraísos vinícolas. A história do vinho na França se confunde com a história da própria França. O vinho é parte da sua cultura, da sua economia, dos seus hábitos e dos seus costumes. O vinho é parte da soma destes valores que dá identidade e identifica o caráter nacional francês. O mesmo acontece com sua rica e diversificada gastronomia, que teve no vinho um nobre e fiel parceiro para cada fase desta longa jornada.
Cada região do país tem um passado e uma identidade própria que se entrelaçam formando um mosaico cultural da maior grandeza. A França é a soma das partes, de suas particularidades e de suas especificidades. A França é seu terroir e tudo o que ele representa em termos culturais e enogastronômico.
A indústria vinícola francesa vem se consolidando como grande produtora e exportadora de vinho fino desde o século XIV. Porém, a partir do final do séc. XIX, sua indústria vinícola sofreu inúmeros baques, desde o devastador ataque de doenças oriundas dos Estados Unidos da América como as fúngicas oídio e míldio e o pulgão Filoxera, as guerras Franco-Prussiana do final do séc. XIX e as 1ª e 2ª grandes guerras do séc. XX, e finalmente, a grande depressão econômica das décadas de 20 e 30.

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A vinicultura francesa superou tudo isso e a partir dos anos 50 construiu uma indústria vinícola forte e focada na qualidade. Normas e regras rígidas de controle de qualidade foram criadas, como o sistema de APPELATION D’ORIGENE CONTRÔLÉE (iniciada ainda nos anos 30) e aprimorada desde então. Nos anos 70, mais fortemente ainda nos anos 80, o interesse e os investimentos feitos por uma nova geração de jovens e entusiastas vinicultores aceleraram o processo de transformação da indústria vinícola da França, estabelecendo assim, os padrões e os paradigmas de qualidade que a norteia até os dias de hoje.
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